Domingo, Outubro 18, 2009

EXERCÍCIO


Katiany Pinho


Entre as ações do tempo na vida da gente, a alma enferrujada é a mais bizarra. Porque a ordem natural das coisas é: down pro corpo, up pra mente/intelecto/personalidade. Ou seja: todo o recheio vai evoluindo enquanto a cobertura dá aquela decaída básica. O.k.

Agora, o inverso é deprê pra caramba. Engraçado é que a gente encolhe a barriga, mas não tem vergonha de expor uma mentalidade completamente fora de forma. Um desfile de corpos sarados e mentes sedentárias.

Se o conjunto da obra determinasse padrão de beleza, ninguém – ninguém, mesmo – teria coragem de posar nu. Eu trocaria fácil um abdômen tanquinho por determinação pra deixar de empurrar certas coisas com a barriga. Porque, pra melhorar o corpitcho, basta malhar, mas condicionar a mente é bem mais suado, colega. Dá um trabalho danado mexer em coisas que incomodam. E, afinal, a gente vive tão bem disfarçando. É como usar uma bata descoladérrima. Você fica linda com ela, mas, cá entre nós: por baixo dos panos sabe que não é aquilo tudo.

Como é que ninguém pensou ainda em abrir uma “academia” pra baixar o percentual de gordura, digo, tranqueiras internas? Terapia não. Terapia é muito fácil. Fica tudo ali entre você e o “personal trainer”. Teria que ser um lugar em que as nossas fragilidades e imperfeições ficassem à mostra, como uma pança pulando pra fora do jeans.

Por lá desfilariam tipos como aquele tio executivo, que há meses exercita a humildade, mas depois do treino lambe o cabelo e sai se achando o fodão de sempre. Típico caso do gordinho que passa a vida tentando emagrecer. Faria a matrícula também aquela modelo com o cérebro praticamente lipoaspirado. A galera preconceituosa, a turma do “vou levando assim mesmo”. Eu e você também, baby. Pode preparar a 3x4 pra carteirinha.

Aprender a dizer não: três séries de 15 na frente do espelho. Não! Respira. Não! Respira. Não! Respira. Parar de carregar o mundo nas costas: levante uma barra sem anilhas. Leve? A vida também pode ser.

Os exercícios aeróbicos são indispensáveis. Pendure na frente da esteira a foto daquele ser que habita os seus sonhos. É excelente pra mostrar que, quando se procura a felicidade correndo atrás de alguém, a gente anda, anda e não vai a lugar nenhum.

Mas o carro chefe da “academia” seria o exercício mais simples de todos. A Body Systems criaria uma versão coreografada e ganharia muita grana com ele. Trata-se de um método revolucionário pra ver que o mundo não gira em torno do umbigo da gente. Levante a camisa e observe: não gi-ra. É isso. Prático, sem ajuda de aparelhos, e queima o ego pra caramba. Comece com três séries de 1.500 pela manhã, antes de ir trabalhar.

Ufa! Será que malhando direitinho dá pra ficar com o interior sarado pra próxima encarnação? E não dá pra relaxar. A vida é como aquele instrutor carrasco da academia, que aumenta a carga assim que a gente acostuma com ela.

Quinta-feira, Setembro 17, 2009

90 ANOS DE SABEDORIA


Texto: Regina Brett - Cleveland - Ohio

Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais requisitada que eu já escrevi. Meu taxímetro chegou aos 90 em agosto, então, aqui está a coluna, mais uma vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.
5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.
6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.
7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele aguenta.
9. Poupe para a aposentadoria, começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Sele a paz com seu passado, para que ele não estrague seu presente.
12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que se trata a jornada deles.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15 Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.
18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite "não" como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante; depois, se deixe levar pela maré...
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você.
26. Receba cada "desastre" da sua vida com a seguinte pergunta: Em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Independentemente da situação ser boa ou ruim, irá mudar.
32. Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva...
33. Acredite em milagres.
34. Deus te ama por causa de quem Ele é, não pelo que você fez ou deixou de fazer.
35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.
37. Seus filhos só têm uma infância.
38. Tudo o que realmente importa, no final, é que você amou.
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão te esperando em todos os lugares.
40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor está por vir.
43. Não importa como vc se sinta, levante, se vista e apareça.
44. Produza.
45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente.

Quinta-feira, Setembro 10, 2009

PRA SER SINCERA, EU...



Texto: Luciana von Borries

- Odeio estar uns quilos acima do peso, mas às vezes canso de fazer dieta e mando tudo às favas. Ou melhor, mando tudo mesmo é pra dentro: pães, tortas, massas e gorduras trans em geral. Meu sonho é chegar aos 70 anos com saúde só pra depois poder comer e ser gorda em paz.

- Tenho inveja de pessoas leves, que não se preocupam com dinheiro, estão pouco se lixando para o futuro, se divertem enquanto a casa está toda suja e nunca guardam rancor de nada.

- Adoro a minha casa. E não por ela ser acolhedora e agradável (pelo menos para meu padrão de vida "classimediano") afinal, já morei em lugares mais apertados que um canil e me sentia igualmente feliz. Voltar pra casa e ser recebida pela alegria contagiante da minha cachorra sempre compensa qualquer estresse do mundo.

- Sinto-me uma vencedora por ter aprendido a deixar o passado no passado. Acho que meu próximo passo é descobrir como deixar o futuro no futuro. Viver o presente com toda a sua intensidade parece ser o grande desafio da humanidade.

- Se eu fosse milionária faria a alegria das agências de viagem, compraria presentes caros para as pessoas que amo e nunca mais alguém ia me ver com o cabelo esculhambado.

- Morrerei sem saber lidar com gente sem caráter. Não é fácil admitir, mas diante de um filho da puta dissimulado, fico mais perdida que cachorro em procissão.

- Sou a capricorniana mais autocrítica que conheço. Portanto, se você quer me condenar por alguma coisa, saiba que certamente eu já terei feito isso de forma muito mais fria e impiedosa do que você seria sequer capaz.

- Nunca me acostumarei com a crueldade humana. Morrerei indignada com a violência contra toda a vítima que não pode se defender, seja ela gente ou bicho.

- Na minha casa tudo que não é usado vira presente pra alguém. Contemplar meu armário vazio e organizado me faz um bem quase espiritual. Ver o sorriso de quem recebe as coisas, nem se fala. Nem preciso dizer que a zeladora do meu prédio me ama, né?

- Já me arrependi de ser sincera algumas vezes, mas cheguei à conclusão de que minha sinceridade nunca me prejudicou. Será mesmo? De qualquer forma, decidi que não consigo viver sem ela. As pessoas que se acostumem com isso. A verdade é um presente que poucos dão valor.

- Minha memória não é mais a mesma, mas estou tentando ver o lado bom disso. Quem sabe um dia esqueço todas as burradas que já fiz na vida, começando por achar que posso vencer os dissimulados do mundo apenas sendo sincera.

Quarta-feira, Setembro 02, 2009

A MULHER DA PÁGINA 194



Texto: Martha Medeiros

Ela é loira e linda. Tem 20 anos. Modelo profissional. Saiu na última edição da revista americana Glamour ilustrando uma reportagem sobre autoimagem, e foi o que bastou para causar um rebuliço nos Estados Unidos. A revista recebeu milhares de cartas e e-mails. Razão: a barriga saliente da moça. Teor das mensagens: alívio. Uma mulher com um corpo real.

Não sei se Lizzie Miller, que ficou conhecida como a mulher da página 194, já teve filhos, mas é pouco provável, devido à idade que tem.

No entanto, quem já teve filhos conhece bem aquela dobrinha que se forma ao sentar. E mesmo quem não teve conhece também, bastando para isso pesar um pouco mais do que 48 quilos, que é o que a maioria das tops pesa. Lizzie não é um varapau — atua no mercado das modelos “plus size”, ou seja, de tamanhos grandes. Veste manequim 42, um insulto ao mundo das anoréxicas.

A foto me despertou sentimentos contraditórios. Por mais que estejamos saturados dessa falsa imagem de perfeição feminina que as revistas promovem, há que se admitir: barriga é um troço deselegante. É falso dizer que protuberâncias podem ser charmosas. Não são.

Só que toda mulher possui a sua e isso não é crime, caso contrário, seríamos todas colegas de penitenciária. Sem photoshop, na beira da praia, quase ninguém tem corpaço, a não ser que estejamos nos referindo a volume. Se estivermos falando de silhueta de ninfa, perceba: são três ou quatro entre centenas. E, nesse aspecto, a foto de Lizzie Miller serve como uma espécie de alforria. Principalmente porque ela não causa repulsa, ao contrário, ela desperta uma forte atração que não vem do seu abdômen, e sim do seu semblante extremamente saudável. É saúde o que essa moça vende, e não ilusão.

Um generoso sorriso, dentes bem cuidados, cabelos limpos, segurança, satisfação consigo próprio, inteligência e bom humor: é isso que torna um homem ou uma mulher bonitos. Aquelas meninas magérrimas que ilustram editoriais de moda, quase sempre com cara de quem comeu e não gostou (ou de quem não comeu, mas gostaria), são apenas isso: magérrimas. Não parecem pessoas felizes. Lizzie Miller dá a impressão de ser uma mulher radiante, e se isso não é sedutor, então rasgo o diploma de Psicologia que não tenho. Ela merecia estar na primeira página, mas, mesmo tendo sido publicada na 194, roubou a cena.

Que reação a foto causou em você? Repúdio ou alívio?

Segunda-feira, Agosto 24, 2009

11 EXPRESSÕES USADAS PELAS MULHERES E SEUS SIGNIFICADOS.


Autor: desconhecido - recebi por e-mail da minha super amiga Preta
Imagem: Nicole Kidman na comédia "Mulheres Perfeitas"

1 - "Certo": Esta é a palavra que as mulheres usam para encerrar uma discussão quando elas acham que estão certas e você precisa de calar.
2 - "5 minutos": Se ela está se arrumando significa pelo menos meia hora. "5 minutos" só são cinco minutos se esse for o prazo que ela te deu para ver o futebol antes de ajudar nas tarefas domésticas.
3 - "Nada": Esta é a calmaria antes da tempestade. Significa que ALGO está acontecendo e que você deve ficar atento. Discussões que começam em "Nada" normalmente terminam em "Certo"..
4 - "Você que sabe": É um desafio, não uma permissão. Ela está te desafiando, e nessa hora você tem que saber o que ela quer... e não diga que também não sabe!
5 - Suspiro ALTO: Não é realmente uma expressão, é uma declaração não-verbal que frequentemente confunde os homens. Um suspiro alto significa que ela pensa que você é um idiota e que ela está imaginando porque ela está perdendo tempo parada ali discutindo com você sobre "Nada".
6 - "Tudo bem": Uma das mais perigosas expressões ditas por uma mulher. "Tudo bem" significa que ela quer pensar muito bem antes de decidir como e quando você vai pagar por sua mancada.
7 - "Obrigada": Uma mulher está agradecendo, não questione, nem desmaie. Apenas diga "por nada". (Uma colocação pessoal: é verdade, a menos que ela diga "MUITO obrigada" - isso é PURO SARCASMO e ela não está agradecendo por coisa nenhuma. Nesse caso, NÃO diga "por nada". Isso apenas provocará o "Esquece").
8 - "Esquece": É uma mulher dizendo "FODA-SE!"
9 - "Deixa pra lá, EU resolvo": Outra expressão perigosa, significando que uma mulher disse várias vezes para um homem fazer algo, mas agora está fazendo ela mesma. Isso resultará no homem perguntando "o que aconteceu?". Para a resposta da mulher, consulte o item 3.
10 - "Precisamos conversar !": Fodeu!!, você está a 30 segundos de levar um pé na bunda.
11 - "Sabe, eu estive pensando...": Esta expressão até parece inofensiva, mas usualmente precede os Quatro Cavaleiros do Apocalipse...

Terça-feira, Junho 30, 2009

O SEGREDO DA VIDA DE UM CASAL


Contardo Calligaris

Receita do amor que dura: amar o outro não apesar de sua diferença, mas por ele ser diferente.

Em geral , na literatura, no cinema e nas nossa fantasias, as histórias de amor acabam quando os amantes se juntam (é o modelo Cinderela) ou, então, quando a união esbarra num obstáculo intransponível (é o modelo Romeu e Julieta). No modelo Cinderela, o narrador nos deixa sonhando com um “viveram felizes para sempre”, que seria a “óbvia” conseqüência da paixão. No modelo Romeu e Julieta, a felicidade que os amantes teriam conhecido, se tivessem podido se juntar, é uma hipótese indiscutível. O destino adverso que separou os amantes (ou os juntou na morte) perderia seu valor trágico se perguntássemos: será que Romeu e Julieta continuariam se amando com afinco se, um dia, conseguissem deitar-se juntos sem que Romeu tivesse que escalar a casa de Julieta até o famoso balcão? Ou se, em vez de enfrentar a oposição letal de suas ascendências, eles passassem os domingos em espantosos churrascos de família?

Talvez as histórias de amor que acabam mal nos fascinem porque, nelas, a dificuldade do amor se apresenta disfarçada. A luta trágica contra o mundo que se opõe à felicidade dos amantes pode ser uma metáfora gloriosa da dificuldade, tragicômica e inglória, da vida conjugal. O casal que dura no tempo, em regra, não é tema para uma história de amor, mas para farsa ou vaudeville -às vezes, para conto de terror, à la “Dormindo com o Inimigo”.

Durante décadas, Calvin Trillin escreveu uma narrativa de sua vida de casal, na revista “New Yorker” e em alguns livros (por exemplo, “Travels with Alice”, viajando com Alice, de 1989, e “Alice, Let’s Eat”, Alice, vamos para a mesa, de 1978). Nesses escritos, que são só uma parte de sua produção, Trillin compunha com sua mulher, Alice, uma dobradinha humorística, em que Calvin era o avoado, o feio e o desajeitado, e Alice encarnava, ao mesmo tempo, a beleza, a graça e a sabedoria concreta de vida.

À primeira vista, isso confirma a regra: a vida de casal é um tema cômico. Mas as crônicas de Trillin eram delicadas e tocantes: engraçadas, mas nunca grotescas. Trillin não zombava da dificuldade da vida de casal: ele nos divertia celebrando a alegria do casamento. Qual era seu segredo? Pois bem, Alice, com quem Trillin se casou em 1965, morreu em 2001.

Trillin escreveu “Sobre Alice”, que acaba de ser publicado pela Globo. Esse pequeno e tocante texto de despedida desvenda o segredo de um amor e de uma convivência felizes, que duraram 35 anos. O segredo é o seguinte: Calvin e Alice, as personagens das crônicas, não eram artifícios literários, eram os próprios. A oposição entre os dois foi, efetivamente, o jeito especial que eles inventaram para conviver e prolongar o amor na convivência.

Considere esta citação de um texto anterior, que aparece no começo de “Sobre Alice”: “Minha mulher, Alice, tem a estranha propensão de limitar nossa família a três refeições por dia”. A graça está no fato de que a “propensão” de Alice não é extravagante, mas é contemplada por Calvin como se fosse um hábito exótico.

Alice é situada e mantida numa alteridade rigorosa, em que é impossível distinguir qualidades e defeitos: Calvin a ama e admira como a gente contempla, fascinado, uma espécie desconhecida num documentário do Discovery Channel. Se amo e admiro o outro por ele ser diferente de mim (e não apesar de ele ser diferente de mim), não posso considerar que minha maneira de ser seja a única certa. Se Calvin acha extraordinário que Alice acredite na virtude de três refeições diárias, ele pode continuar petiscando o dia todo, mas seu hábito lhe parecerá, no fundo, tão estranho quanto o de Alice.

Com isso, Calvin e Alice transformaram sua vida de casal numa aventura fascinante: a aventura de sempre descobrir o outro, cuja diferença inesperada nos dá, de brinde, a certeza de que nossa obstinada maneira de ser, nossos jeitos e nossa neurose não precisam ser uma norma universal, nem mesmo a norma do casal. Há quem diga que o parceiro ideal é aquele que nos faz rir. Trillin completou a fórmula: Alice era quem conseguia fazê-lo rir dele mesmo. Com isso, ele descobriu a receita do amor que dura.

TRECHO DE "EFEITO URANO"



Fernanda Young

(...) "Somos uns macacos que sabem rir. Só não subimos nas árvores porque achamos ridículo. Nossas bananas vêm carameladas ou flambadas em licor. Somos, todos, esses seres primitivos, que preferem um buraco de carne a um amor profundo. Que tratam amor como um carinho na cabeça. Que não sabem como agir porque não foram adestrados."

Segunda-feira, Junho 22, 2009

REGISTRADO EM CARTÓRIO




Texto: (mesepareieagora.blogspot.com)

De acordo com a escritura pública, lavrada no Cartório tal tal tal, no livro xyz em tanto do tanto de dois mil e oito, fica averbada a separação do casal, sendo que o cônjuge feminino voltou a usar o nome de solteira. O referido é de verdade e de fé. Eu, fulano de tal digitei."
É isso que tá escrito no verso da minha certidão de casamento, isso é que é averbar a separação. É ir lá no cartório e pedir pra eles escreverem isso. E a minha dor, quem é que averba?